
Cruz Alta deu início, nesta terça-feira (30), a um dos maiores investimentos privados da história recente do Rio Grande do Sul com o lançamento oficial das obras da Soli3, nova indústria de processamento de soja e produção de biodiesel idealizada pelas cooperativas Cotrijal, Cotripal e Cotrisal.
Com investimento estimado em R$ 1,25 bilhão, o empreendimento será instalado em uma área de 138 hectares e deverá impulsionar o desenvolvimento econômico do município e de toda a região, fortalecendo a industrialização da produção agrícola e ampliando a geração de empregos.
A cerimônia de lançamento reuniu lideranças cooperativistas, representantes do Governo do Estado, autoridades municipais, parlamentares e empresários no local onde será construída a planta industrial.
Recentemente, a Soli3 recebeu a Licença de Instalação, autorizando oficialmente o início das obras. Nesta primeira etapa, os trabalhos contemplam a terraplanagem da área e a implantação do canteiro de obras. A expectativa é que as obras civis tenham início ainda no segundo semestre deste ano.
O presidente da Soli3 e da Cotripal, Germano Döwich, destacou que a licença marca o início definitivo do projeto.
"A conquista da Licença de Instalação é o passo definitivo que nos autoriza a iniciar as obras de construção da Soli3. Nosso foco agora é executar esse complexo industrial com máxima eficiência."
A indústria produzirá biodiesel, óleo degomado, farelo de soja e casca peletizada. A expectativa é de um faturamento anual de aproximadamente R$ 2,5 bilhões.
O presidente da Cotrijal, Nei César Manica, ressaltou que o empreendimento representa a concretização de um projeto construído ao longo de vários anos, enquanto o presidente da Cotrisal, Walter Vontobel, destacou que a iniciativa nasceu da união entre as cooperativas para agregar valor à produção dos associados.
Durante o evento, o vice-governador Gabriel Souza afirmou que investimentos como a Soli3 fortalecem a cadeia do agronegócio e ampliam a industrialização da produção gaúcha, consolidando o Estado entre os protagonistas da produção de biocombustíveis.
A prefeita Paula Rubin Facco Librelotto destacou que o empreendimento representa um marco para o desenvolvimento econômico do município, com impactos positivos na geração de empregos, no comércio e no setor de serviços.
Durante a fase de construção, a expectativa é de aproximadamente mil empregos. Após entrar em operação, prevista para 2028, a Soli3 deverá manter cerca de 150 empregos diretos e outros 500 indiretos.
A empresa já iniciou a contratação de profissionais nas áreas de engenharia, contabilidade, finanças, suprimentos e segurança do trabalho. Novas oportunidades deverão ser abertas conforme o avanço das obras.
Na primeira fase, a unidade terá capacidade para processar 3 mil toneladas de soja por dia, cerca de 1 milhão de toneladas por ano, produzindo aproximadamente 200 mil toneladas anuais de biodiesel.
Em uma segunda etapa de expansão, o processamento deverá atingir 7,2 mil toneladas diárias de soja, totalizando 2,6 milhões de toneladas ao ano e produção estimada de 500 mil toneladas anuais de biocombustível.
Além da estrutura industrial, o complexo contará com aproximadamente 75 mil metros quadrados de área construída e integração ferroviária, fator que deverá ampliar a eficiência logística da operação.
Com o início das obras da Soli3, Cruz Alta reforça sua posição como um dos principais polos do agronegócio e da agroindústria do Rio Grande do Sul, consolidando um novo ciclo de desenvolvimento econômico para o município e toda a região.
Fonte: Com informações de Notícias RS / Jornalista Fernando Kopper.


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