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Dois fortes terremotos atingem a Venezuela e deixam ao menos 164 mortos; tremores foram sentidos no Brasil

Abalos de magnitudes 7,5 e 7,2 provocaram destruição em diversas regiões do país, deixaram ao menos 164 mortos, quase mil feridos e mobilizaram equipes de resgate e ajuda internacional.

25/06/2026 às 09h45 Atualizada em 25/06/2026 às 09h55
Por: Redação GV
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Dois fortes terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram a região central da Venezuela na noite de quarta-feira (24), provocando destruição em diversas cidades, incluindo a capital, Caracas. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os dois abalos ocorreram com apenas 39 segundos de diferença e estão entre os mais intensos registrados no país em mais de um século. 

Na manhã desta quinta-feira (25), a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, atualizou o balanço oficial da tragédia, informando que pelo menos 164 pessoas morreram e 971 ficaram feridas. As equipes de resgate seguem mobilizadas, e o número de vítimas pode aumentar à medida que avançam as buscas por desaparecidos sob os escombros.

Segundo o governo venezuelano, dezenas de edifícios desabaram em diferentes regiões do país, sendo o estado de La Guaira o mais atingido. Em Caracas, prédios residenciais e comerciais sofreram danos severos, enquanto moradores deixaram imóveis às pressas durante os tremores.

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O epicentro foi localizado a cerca de 21 quilômetros a oeste de Morón, com profundidade aproximada de 10 quilômetros no segundo e mais forte terremoto. Os abalos também foram sentidos na Colômbia e em parte do território brasileiro.

Como medida emergencial, o governo venezuelano decretou estado de emergência, suspendeu as aulas e os serviços públicos não essenciais e fechou o Aeroporto Internacional de Maiquetía devido aos danos estruturais. O objetivo é concentrar todos os recursos disponíveis nas operações de busca, resgate e atendimento às vítimas.

O ministro do Interior, Diosdado Cabello, informou que bombeiros, policiais, equipes de proteção civil e unidades especializadas foram mobilizados em todo o país.

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No município de Chacao, na região metropolitana de Caracas, o prefeito Gustavo Duque informou que ao menos 18 pessoas foram resgatadas com vida após o desabamento de um edifício. Cerca de 500 agentes seguem atuando nas operações de salvamento. 

Após os tremores, alertas de tsunami chegaram a ser emitidos para áreas localizadas em um raio de aproximadamente 300 quilômetros do epicentro, incluindo Porto Rico e as Ilhas Virgens Americanas, mas posteriormente foram cancelados.

Os terremotos também foram sentidos na Colômbia, onde moradores relataram prédios balançando, disparo de alarmes e evacuação preventiva de edifícios. No Brasil, houve registros de tremores em estados da Região Norte, como Amazonas, Roraima, Amapá e Pará. Em Manaus, luminárias e móveis se moveram em diversos imóveis, e alguns prédios foram evacuados por precaução. Até o momento, não há informações sobre feridos ou danos estruturais no país. 

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que acompanha a situação por meio da Embaixada do Brasil em Caracas e destacou que, até o momento, não há registro de brasileiros atingidos pelos terremotos. 

A tragédia mobilizou a comunidade internacional. Em publicação na rede Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país está "pronto, disposto e apto" a ajudar a Venezuela. O governo norte-americano confirmou o envio de equipes de busca e salvamento, além de suprimentos médicos e ajuda humanitária. França, União Europeia e equipes coordenadas pela ONU também anunciaram apoio às operações de resgate. 

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