
Apesar da beleza das paisagens típicas do amanhecer do inverno, a geada pode ser a vilã pra quem cultiva frutos e grãos, o que faz com que agricultores apostem no congelamento de flores e frutas para driblar prejuízos. É o caso de um pomar de pêssegos em Caseiros, município de 3,2 mil habitantes do norte gaúcho.
A propriedade fica na Estrada de Pinheiros, entre Caseiros e Lagoa Vermelha, e tem cerca de 70 hectares com cultivo de frutas. Frente às temperaturas negativas registradas no fim de semana, o proprietário Adair Rizzardo manteve o sistema que abastece o congelamento ligado por cerca de 16 horas.
— Montamos uma rede de água, como se fosse de irrigação, para que a geada não congele as flores e frutos. A rede bombeia 60 mil litros de água/hora por hectare. Ligamos quando a temperatura ainda está positiva e desligamos apenas quando descongelar. Neste sábado, ligamos às 20h e desligamos somente ao meio-dia de domingo — relata Rizzardo.
Na prática, antes de congelar, a água corrente forma uma espécie de vácuo entre a planta e a camada de gelo, fazendo com que o fruto não atinja uma temperatura negativa. Ele fica, no mínimo, a 0ºC. Caso contrário, a temperatura negativa poderia queimar o fruto.
— A gente cuida a previsão do tempo. Quando sabemos que vai fazer temperatura negativa, ligamos o sistema. No sábado (29), nosso termômetro registrou -5ºC entre as 2h e 3h da madrugada. É a nossa forma de salvar a colheita.
Nesta safra, a expectativa do agricultor é colher entre 280 a 300 toneladas de pêssegos.
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