
As equipes de defesa sanitária vegetal seguem mobilizadas no município de Palmitinho para conter o avanço do Huanglongbing (HLB), conhecido como greening, após a confirmação do primeiro foco da doença no Rio Grande do Sul. Desde o diagnóstico oficial, divulgado em 8 de junho, uma força-tarefa formada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) já vistoriou 522 imóveis e promoveu a erradicação de 201 plantas cítricas com sintomas ou risco de contaminação.
Os resultados das ações foram apresentados na quinta-feira (18), durante reunião da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa. Na ocasião, o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, detalhou as medidas adotadas para impedir a disseminação da praga na região do Médio Uruguai.
Segundo a Seapi, as atividades de fiscalização e eliminação de plantas em um raio de 500 metros do foco inicial já foram concluídas. Agora, os técnicos concentram os esforços em uma área ampliada de monitoramento, que abrange um perímetro de 2,4 quilômetros e está em fase final de vistoria.
O planejamento prevê ainda a ampliação das ações para municípios vizinhos, com o objetivo de identificar precocemente possíveis novos focos da doença.
As medidas seguem os protocolos estabelecidos pelo Programa Nacional de Prevenção e Controle do HLB e têm como principal objetivo controlar a população do psilídeo Diaphorina citri, inseto responsável pela transmissão da bactéria causadora da doença.
De acordo com o Departamento de Defesa Vegetal, a grande quantidade de árvores cítricas em pátios urbanos exigiu a intensificação das inspeções em bairros de Palmitinho. Novas vistorias em propriedades rurais também estão previstas para as próximas semanas.
O superintendente federal do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul, José Cleber Dias de Souza, afirmou que a situação está sob controle técnico e administrativo. Segundo ele, a parceria entre os governos estadual e federal garante os recursos e a estrutura necessários para a execução das ações sanitárias.
Considerada uma das doenças mais severas da citricultura mundial, o greening não possui cura conhecida. A enfermidade compromete a produtividade das plantas, reduz a qualidade dos frutos e pode levar à morte dos pomares afetados.
Diante desse cenário, os órgãos de fiscalização reforçam a importância da eliminação imediata de plantas suspeitas como medida essencial para proteger a citricultura gaúcha e evitar a propagação da doença.
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