
Com uma expectativa de safra recorde e incremento de 71% em relação ao ano passado, a colheita da soja foi oficialmente aberta no Rio Grande do Sul nesta semana. A cerimônia reuniu produtores rurais, autoridades, entidades e empresas na sede da Agropecuária Richter, em Tupanciretã (Região Central do Estado).
Dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) apontam uma área plantada de cerca de 6,6 milhões de hectares em 426 municípios do Estado. A expectativa é de uma safra que deve resultar em 22,2 milhões de toneladas de soja.
Além disso, o Rio Grande do Sul deve ficar em segundo lugar no ranking de produtividade, atrás apenas do Mato Grosso. A projeção tem por base dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Segundo levantamento da Aprosoja-RS, a colheita avança de forma variada no Estado. Enquanto em municípios da Metade Norte a operação já foi encerrada em 20% das áreas, na região Central está em torno de 5% e, no Extremo Sul do RS, em 3%. Da mesma forma ocorre com a produtividade.
Segundo o presidente da Associação, Irineu Orth, a safra de 2024 deverá ser 100% maior que a do ano passado. “O ano de 2023 foi o pior ano da história que se tem notícia. Colhemos 11 milhões de toneladas de soja”, diz Orth.
A produtividade média gaúcha, até agora, situa-se em 52 sacos de soja por hectare. Entretanto, Orth a projeta em 60 sacos por hectare “Em regiões como Fronteira-Oeste e Missões, os números devem ser mais baixos”, ressalva.
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