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Polícia Civil conclui investigação sobre morte de professora em Constantina

Ex-companheiro foi indiciado por feminicídio majorado por asfixia, ocultação de cadáver e incêndio doloso; investigação aponta inconformidade com o fim do relacionamento como motivação

14/08/2026 às 17h18 Atualizada em 14/08/2026 às 17h22
Por: Redação GV
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Arquivo Pessoal / Polícia Civil
Arquivo Pessoal / Polícia Civil

A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte da professora Glória Werkhausen, de 43 anos, em Constantina. O ex-companheiro da vítima, Márcio Oliveira dos Santos, foi indiciado por feminicídio majorado por asfixia, ocultação de cadáver e incêndio doloso.

Segundo a investigação, a motivação apontada é de natureza passional, relacionada à inconformidade do suspeito com o término do relacionamento, que durou cerca de 25 anos e havia chegado ao fim aproximadamente quatro meses antes do crime.

O corpo da professora foi localizado em 12 de julho, após o combate a um incêndio na residência onde ela morava, no bairro Florestal. Inicialmente, foi considerada a possibilidade de suicídio. No entanto, o avanço das diligências e os laudos periciais apontaram que o incêndio teria sido provocado com o objetivo de ocultar provas e forjar a cena da ocorrência.

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A análise pericial identificou marcas de esganadura no pescoço da vítima, além de um corte no pulso direito. Conforme a investigação conduzida pelo delegado Cristiano De Bone, o ferimento no braço não seria compatível com uma autoagressão.

Glória era destra e, de acordo com a perícia, o padrão do corte indicava a possível intervenção de uma terceira pessoa.

Durante o inquérito, mais de 20 testemunhas foram ouvidas. Os depoimentos, segundo a Polícia Civil, confirmaram um histórico de conflitos, perseguições e episódios de violência psicológica envolvendo a professora.

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Márcio Oliveira dos Santos está preso preventivamente na Casa de Detenção de Sarandi. Ele havia sido detido temporariamente em 16 de julho e, posteriormente, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após representação da autoridade policial.

Com a conclusão da investigação e o indiciamento formal, o inquérito foi remetido ao Poder Judiciário. O material deverá subsidiar a denúncia a ser apresentada pelo Ministério Público.

A partir de agora, caberá ao Ministério Público analisar as provas reunidas durante a investigação e decidir sobre o oferecimento da denúncia à Justiça.

*Com informações de GZH 

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