
O ex-marido da professora Glória Werkausen, de 43 anos, permanece preso preventivamente enquanto a Polícia Civil avança na investigação do feminicídio que chocou Constantina e repercutiu em todo o Rio Grande do Sul. Segundo o delegado Cristiano de Bone, responsável pelo caso, a prisão é válida até 16 de agosto, mas a expectativa é de que o inquérito seja concluído e encaminhado ao Poder Judiciário antes desse prazo.
Conforme a investigação, não há dúvidas sobre a autoria do crime. De acordo com a Polícia Civil, Márcio dos Santos teria cometido o homicídio sozinho, motivado por questões passionais.
O laudo pericial apontou que Glória morreu por asfixia por esganadura. A investigação também indica que, após o crime, o suspeito teria incendiado a residência com o objetivo de alterar a cena e dificultar o trabalho das autoridades.
Márcio dos Santos foi preso na manhã de 16 de julho, em Constantina, durante uma ação da Brigada Militar em cumprimento de decisão judicial. Após passar por exame de corpo de delito, ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia para os procedimentos legais. No mesmo dia, equipes da Polícia Civil e da Brigada Militar realizaram buscas na residência do investigado.
Com a conclusão do inquérito prevista para os próximos dias, a Polícia Civil deverá encaminhar o procedimento ao Poder Judiciário, formalizando o indiciamento do investigado pelo crime de feminicídio.
A defesa de Márcio dos Santos, representada pelo advogado criminalista José Paulo Schneider, informou que ainda não teve acesso aos novos elementos da investigação. Em nota, o defensor afirmou que irá se manifestar após ter ciência integral do conteúdo do inquérito.
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