
A União Europeia divulgou nesta terça-feira, 12, uma atualização na lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal, excluindo o Brasil do grupo de nações que cumprem as exigências contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária.
A decisão estabelece que, a partir de 3 de setembro, apenas países terceiros que comprovem a adesão às normas sanitárias europeias poderão comercializar itens como carnes bovina, de aves e equina, além de ovos, mel e peixes com o bloco.
Enquanto o Brasil foi removido, outros integrantes do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permanecem certificados.
A exclusão fundamenta-se na ausência de garantias brasileiras quanto à restrição de substâncias antimicrobianas utilizadas para promover o crescimento ou aumentar a produção animal, práticas vedadas pela legislação europeia para prevenir a resistência medicamentosa em humanos.
A medida ocorre em um momento estratégico, apenas doze dias após a assinatura do acordo de livre comércio entre o bloco e o Mercosul, que enfrenta resistência de agricultores europeus sob alegações de disparidade nos padrões de produção.
Atualmente, a União Europeia figura como o segundo principal mercado para as carnes brasileiras, ficando atrás apenas da China em volume financeiro exportado.