
Postos de abastecimento em todo o país começaram a receber comunicados de distribuidoras sobre um reajuste significativo nos preços da gasolina e do diesel, com aplicação prevista para esta sexta-feira, 1º de maio.
O movimento é motivado pela necessidade de repassar a valorização dos custos de importação, que sofreram forte pressão devido à guerra no Irã e ao fechamento parcial do Estreito de Ormuz.
Esses fatores geopolíticos elevaram a cotação do barril de petróleo para patamares superiores a US$ 110, gerando um efeito cascata no mercado global de energia.
Além dos combustíveis, o setor já oficializa uma alta de aproximadamente 40% no valor dos lubrificantes.
Embora o Rio Grande do Sul conte com a produção da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), que mantém os preços estáveis em suas unidades da Petrobras, o estado não está imune aos reflexos da crise.
A demanda externa de outros estados que buscam suprir a falta de produto importado acaba pressionando o estoque local. A justificativa das empresas, lideradas por grandes distribuidoras como a Ipiranga, é de que as medidas federais adotadas até o momento não foram suficientes para conter a escalada dos preços internacionais.