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Jaboticaba está entre as 10 cidades do Brasil com maior percentual de pessoas com obesidade

Levantamento aponta que três municípios gaúchos figuram no ranking nacional de prevalência da doença

Redação GV
Por: Redação GV
28/02/2026 às 09h15
Jaboticaba está entre as 10 cidades do Brasil com maior percentual de pessoas com obesidade

O município de Jaboticaba, localizado no Noroeste do Rio Grande do Sul, foi identificado como uma das dez cidades brasileiras com o maior percentual de adultos diagnosticados com obesidade. O dado consta em um levantamento recente que utiliza informações da pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, e do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan). Além de Jaboticaba, que registra um índice de 59,34%, as cidades gaúchas de Marquês de Souza e Riozinho também aparecem no ranking, evidenciando uma concentração expressiva do problema na região Sul do país, que detém seis das dez piores marcas nacionais.

O cenário epidemiológico do Brasil revela um crescimento de 118% na prevalência da obesidade entre 2006 e 2024, atingindo atualmente um em cada quatro adultos. Quando analisado o sobrepeso, o quadro é ainda mais abrangente, afetando 62,6% da população brasileira.

Especialistas caracterizam a obesidade como uma patologia multifatorial e crônica, cujo avanço está diretamente associado a mudanças nos padrões alimentares e ao sedentarismo, com destaque para a substituição de alimentos tradicionais por produtos ultraprocessados no cardápio cotidiano.

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Dieta e renda influenciam o avanço do excesso de peso

A análise dos hábitos de consumo indica que a ingestão regular de alimentos básicos, como o feijão, apresentou queda significativa nas últimas décadas, enquanto cresceu a presença de itens industriais com baixo valor nutricional e alta densidade calórica.

Estudos indicam que o consumo de ultraprocessados é influenciado pelo nível de renda, sendo mais acentuado em municípios com maior poder aquisitivo. Em contrapartida, apenas 21% dos brasileiros atingem a recomendação ideal de consumo de frutas e hortaliças, fator que contribui para o desequilíbrio metabólico.

Outro componente determinante para os altos índices de massa corporal é a baixa adesão a atividades físicas. Menos da metade dos entrevistados pratica exercícios durante o lazer, e o deslocamento ativo para o trabalho ou escola é realizado por uma parcela inferior a 12% da população.

Veja o ranking:

Lupércio (SP) – 66,67% de obesidade entre adultos;
Herculândia (SP) – 64,71% de obesidade entre adultos;
São José do Bonfim (PB) – 61,63% de obesidade entre adultos;
Marquês de Souza (RS) – 60,53% de obesidade entre adultos;
Riversul (SP) – 60,41% de obesidade entre adultos;
Planalto Alegre (SC) – 60,27% de obesidade entre adultos;
Riozinho (RS) – 60% de obesidade entre adultos;
Rancho Alegre (PR) – 59,65% de obesidade entre adultos;
Quinta do Sol (PR) – 59,62% de obesidade entre adultos;
Jaboticaba (RS) – 59,34% de obesidade entre adultos.

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