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Inspetoria Veterinária confirma caso de raiva herbívora no Norte do RS

A investigação técnica aponta que a transmissão ocorreu por meio da mordedura de morcegos hematófagos infectados

Redação GV
Por: Redação GV
19/02/2026 às 16h11
Inspetoria Veterinária confirma caso de raiva herbívora no Norte do RS

A Inspetoria Veterinária de Lagoa Vermelha oficializou a confirmação de um caso de raiva herbívora na localidade de Três Pinheiros, no interior de Sananduva. O animal vitimado foi uma novilha de aproximadamente dois anos. Embora o óbito tenha ocorrido no dia 19 de janeiro, o diagnóstico definitivo foi ratificado por análises laboratoriais apenas em 27 de janeiro.

Até o momento, este é o único registro da enfermidade na região, e as autoridades sanitárias informam que não há suspeitas de novos casos na propriedade afetada ou em áreas limítrofes.

A investigação técnica aponta que a transmissão ocorreu por meio da mordedura de morcegos hematófagos infectados, sendo que um abrigo da espécie foi localizado nas proximidades da fazenda.

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A raiva herbívora é uma zoonose viral fatal que atinge bovinos, equinos e ovinos, podendo ser transmitida ao ser humano. O vírus possui um período de incubação que varia de 45 a 60 dias, apresentando sintomas clínicos visíveis apenas na fase terminal, entre cinco e sete dias antes da morte do animal.

Protocolos de controle e orientações aos pecuaristas

Diante da confirmação, o Núcleo da Raiva da Secretaria Estadual da Agricultura foi mobilizado para coordenar ações de controle da população de morcegos na região.

Medidas de vigilância, como visitas técnicas a propriedades num raio de 25 quilômetros do foco, estão sendo realizadas para orientar produtores e monitorar possíveis sintomas neurológicos nos rebanhos.

Entre os sinais de alerta estão a salivação excessiva, dificuldade de deglutição, incoordenação motora e paralisia dos membros.

Embora a vacinação contra a raiva não seja obrigatória no Rio Grande do Sul, os órgãos de controle recomendam fortemente a imunização dos plantéis em toda a zona de vigilância estabelecida.

Os animais da propriedade onde o caso foi registrado não haviam sido vacinados anteriormente. A orientação da Inspetoria é que, ao identificar qualquer sintoma compatível ou encontrar abrigos de morcegos, o produtor não manipule o animal e comunique imediatamente o serviço veterinário oficial para evitar riscos de contágio humano.

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