Eleições Eleições 2026
Boa Vista das Missões e Cerro Grande têm mais eleitores do que habitantes, aponta levantamento
Municípios da região estão entre as 74 cidades gaúchas que registram mais títulos eleitorais do que moradores
09/09/2026 12h01 Atualizada há 2 meses
Por: Redação GV
Reprodução

Boa Vista das Missões e Cerro Grande, municípios da região, estão entre as cidades do Rio Grande do Sul que possuem mais eleitores registrados do que habitantes.

O levantamento foi realizado pelo portal GZH, a partir do cruzamento de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e das estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em Boa Vista das Missões, são estimados 1.968 habitantes, enquanto o município possui 2.080 pessoas aptas a votar. A diferença é de 112 eleitores, ou 5,7% a mais do que a população estimada.

Já Cerro Grande possui 2.428 habitantes e 2.490 eleitores, uma diferença de 62 registros, o equivalente a aproximadamente 2,6% acima da população.

Continua após a publicidade

74 municípios gaúchos estão nessa situação

No Rio Grande do Sul, 74 dos 497 municípios apresentam mais eleitores do que habitantes. Em 73 desses casos, a população é inferior a 4 mil moradores.

O número também aumentou em relação às eleições de 2022, quando 69 municípios gaúchos apresentavam essa diferença. O maior contraste atualmente é registrado em Itati, no Litoral Norte, que possui 762 títulos eleitorais a mais do que habitantes.

Para o levantamento, foram considerados os dados mais recentes disponíveis em cada base: o eleitorado registrado pelo TSE em agosto de 2026 e a estimativa populacional do IBGE referente a 1º de julho de 2025.

Segundo a Justiça Eleitoral, uma das explicações para a diferença é a possibilidade de o eleitor manter o título em um município diferente daquele onde reside. O domicílio eleitoral não está necessariamente limitado ao local de moradia e pode levar em conta vínculos familiares, afetivos, profissionais, patrimoniais, comunitários ou políticos.

O professor e doutor em Geografia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Cleder Fontana, também aponta que a manutenção do título no município de origem pode estar relacionada ao tipo de eleição. Nas disputas estaduais e federais, a menor proximidade entre eleitores e candidatos pode contribuir para que algumas pessoas não atualizem o cadastro eleitoral.

*Com informações de Grupo Chiru / GZH 

Clique aqui e faça parte do grupo de notícias no WhatsApp