A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte da professora Glória Werkhausen, de 43 anos, em Constantina. O ex-companheiro da vítima, Márcio Oliveira dos Santos, foi indiciado por feminicídio majorado por asfixia, ocultação de cadáver e incêndio doloso.
Segundo a investigação, a motivação apontada é de natureza passional, relacionada à inconformidade do suspeito com o término do relacionamento, que durou cerca de 25 anos e havia chegado ao fim aproximadamente quatro meses antes do crime.
O corpo da professora foi localizado em 12 de julho, após o combate a um incêndio na residência onde ela morava, no bairro Florestal. Inicialmente, foi considerada a possibilidade de suicídio. No entanto, o avanço das diligências e os laudos periciais apontaram que o incêndio teria sido provocado com o objetivo de ocultar provas e forjar a cena da ocorrência.
A análise pericial identificou marcas de esganadura no pescoço da vítima, além de um corte no pulso direito. Conforme a investigação conduzida pelo delegado Cristiano De Bone, o ferimento no braço não seria compatível com uma autoagressão.
Glória era destra e, de acordo com a perícia, o padrão do corte indicava a possível intervenção de uma terceira pessoa.
Durante o inquérito, mais de 20 testemunhas foram ouvidas. Os depoimentos, segundo a Polícia Civil, confirmaram um histórico de conflitos, perseguições e episódios de violência psicológica envolvendo a professora.
Márcio Oliveira dos Santos está preso preventivamente na Casa de Detenção de Sarandi. Ele havia sido detido temporariamente em 16 de julho e, posteriormente, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após representação da autoridade policial.
Com a conclusão da investigação e o indiciamento formal, o inquérito foi remetido ao Poder Judiciário. O material deverá subsidiar a denúncia a ser apresentada pelo Ministério Público.
A partir de agora, caberá ao Ministério Público analisar as provas reunidas durante a investigação e decidir sobre o oferecimento da denúncia à Justiça.
*Com informações de GZH