Últimas Notícias Maus-tratos
Mais de 700 aves são recolhidas e abatidas em criatório de empresário investigado por suspeita de ligação com rinhas de galo no RS
A propriedade pertence ao empresário Alexandre Bertoluci Júnior, cunhado do jogador Cristiano Ronaldo.
04/08/2026 18h53 Atualizada há 2 horas
Por: Redação GV
Reprodução

Uma operação realizada nesta terça-feira (4), por determinação da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), resultou no recolhimento de mais de 700 aves de um criatório localizado em Gramado, na Serra Gaúcha. A propriedade pertence ao empresário Alexandre Bertoluci Júnior, cunhado do jogador Cristiano Ronaldo.

A ação contou com o apoio de equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DEMA) da Polícia Civil. Conforme informou a delegada Fernanda Aranha, a operação foi realizada para cumprir a determinação da Secretaria da Agricultura. O DEIC não divulgou detalhes adicionais sobre a ação.

Segundo apurado, as aves foram recolhidas da propriedade e encaminhadas a um frigorífico para abate. De acordo com a defesa do empresário, a justificativa apresentada pelo Estado é que os animais não possuíam comprovação de origem.

Entenda o caso

A operação ocorre após uma investigação da Polícia Civil realizada entre os dias 16 e 17 de julho de 2026, quando foram fiscalizados criatórios em Gramado e Igrejinha suspeitos de procriar, treinar e comercializar aves da raça Mura para rinhas de galo.

Continua após a publicidade

Na ocasião, cerca de 1,5 mil aves foram encontradas, muitas delas, segundo a Polícia Civil, em situação de maus-tratos. Alexandre Bertoluci Júnior figurou entre os investigados, mas, à época, negou qualquer irregularidade em sua propriedade.

Defesa lamenta o abate

Em nota oficial, Alexandre Bertoluci Júnior afirmou que as aves recebiam alimentação adequada, assistência veterinária permanente e manejo técnico especializado, sendo criadas para o aprimoramento genético avícola.

A defesa classificou o abate como uma medida desproporcional e lamentou a perda do patrimônio genético do criatório, sustentando que existiam alternativas capazes de preservar a vida dos animais.

Além disso, informou que acompanhará os desdobramentos da operação e adotará as medidas judiciais cabíveis para contestar a decisão da Secretaria da Agricultura. Enquanto isso, a investigação sobre as suspeitas envolvendo o criatório segue em andamento.

Clique aqui e faça parte do grupo de notícias no WhatsApp