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Operação do Ministério Público investiga crimes licitatórios e desvios de recursos públicos em Liberato Salzano

Após a deflagração da operação, o prefeito de Liberato Salzano, Gilson de Carli, divulgou uma nota de esclarecimento.

28/05/2026 às 11h37 Atualizada em 28/05/2026 às 13h10
Por: Redação GV
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul, por intermédio da Procuradoria da Função Penal Originária, deflagrou uma ação institucional na manhã desta quinta-feira, 28. A ofensiva consistiu no cumprimento de mandados de busca e apreensão na sede da Prefeitura Municipal de Liberato Salzano e nas dependências da Secretaria Municipal de Obras.

As ordens judiciais também foram estendidas às residências e aos estabelecimentos comerciais de empresários e agentes públicos sob investigação, localizados nos municípios de Cerro Grande e Taquaruçu do Sul, resultando no recolhimento de documentos e dispositivos eletrônicos.

Os mandados expedidos pela Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul também determinaram sanções administrativas e restritivas contra os empresários investigados.

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Os alvos foram notificados a respeito da proibição legal de exercer, de forma direta ou indireta, qualquer modalidade de atividade de natureza econômica ou financeira junto ao poder público. Além disso, a determinação do órgão judicial ordenou a suspensão imediata de todos os contratos firmados em andamento que as empresas mantinham com o Executivo de Liberato Salzano.

Articulação das forças de segurança e escopo da Operação Pedra Lascada

Denominada Operação Pedra Lascada, a investigação policial e jurídica foca na apuração de uma série de delitos de gravidade institucional, incluindo crimes licitatórios, corrupção ativa e passiva, desvio de erário e falsidade ideológica. O rol de investigados abrange servidores da administração municipal e representantes de empresas privadas que possuíam participação nas licitações e contratações consideradas suspeitas pelos investigadores.

A condução dos trabalhos investigativos está a cargo da promotora de Justiça Mariana de Azambuja Pires, com a coordenação do procurador de Justiça Fábio Costa Pereira, responsável pela gestão da Procuradoria da Função Penal Originária.

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A mobilização de campo para a coleta de provas contou com a atuação conjunta dos promotores de Justiça André Coelho e Letícia Elsner Pacheco, além do suporte operacional de policiais militares adidos à estrutura do Ministério Público e de integrantes do 3° Batalhão de Choque da Brigada Militar.

Nota do prefeito

Após a deflagração da operação, o prefeito de Liberato Salzano, Gilson de Carli, divulgou uma nota de esclarecimento. No documento, o chefe do Executivo afirmou que o Município e os agentes públicos estão colaborando com o Ministério Público para o esclarecimento dos fatos investigados.

Gilson de Carli declarou ainda esperar que as apurações sejam concluídas o mais breve possível, ressaltando que sempre pautou sua trajetória pública pela transparência, publicidade e eficiência administrativa.

Na nota, o prefeito também afirmou colocar à disposição seus bens, contas bancárias e demais ativos patrimoniais para investigação, alegando não haver enriquecimento ilícito ou prática de corrupção de sua parte.

O chefe do Executivo questionou ainda o impacto da operação sobre sua imagem pública e destacou que a empresa investigada atua em diversos municípios da região.

A nota é encerrada com a afirmação de que já enfrentou outras denúncias ao longo da vida pública e manifestando expectativa de que “onde tiver o bem, que prevaleça o bem”.

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