Últimas Notícias Segurança Alimentar
Fiscalização apreende 4,5 toneladas de alimentos impróprios no Norte do Estado
Operações em Tapera e Não-Me-Toque identificam irregularidades em estabelecimentos comerciais
07/05/2026 11h37 Atualizada há 2 horas
Por: Redação GV

Uma força-tarefa de segurança alimentar resultou na apreensão de mais de 4,5 toneladas de produtos impróprios para o consumo humano durante ações realizadas nesta terça e quarta-feira, dias 5 e 6 de maio. No município de Tapera, a fiscalização em quatro estabelecimentos culminou no recolhimento de duas toneladas de mercadorias, incluindo carnes, queijos, bebidas e itens de panificação.

A operação deu sequência ao trabalho iniciado no dia anterior em Não-Me-Toque, onde três mercados foram inspecionados, resultando na retirada de circulação de outras 2,5 toneladas de alimentos.

As equipes técnicas identificaram que as principais infrações envolviam o comércio de produtos com prazos de validade expirados, armazenamento em temperaturas inadequadas e a ausência de procedência legal.

Entre os itens sem comprovação de origem, destacaram-se produtos como mel, banha, cachaça e vegetais. A ação integrada reuniu esforços do Ministério Público, por meio da Promotoria de Defesa do Consumidor e do Gaeco, além de órgãos estaduais, municipais e do Batalhão Ambiental da Brigada Militar.

Carne apreendida é destinada a zoológicos da região

Após a triagem técnica e avaliação por médicos veterinários, parte do volume de carnes recolhido em Tapera foi considerada apta para o consumo animal. Como medida de aproveitamento, esses produtos foram destinados à alimentação de animais em zoológicos situados nas cidades de Passo Fundo e Santa Maria.

Os demais itens apreendidos nas duas cidades, que não apresentavam condições seguras para qualquer tipo de consumo, foram encaminhados para descarte adequado em aterros sanitários.

A operação reforça o monitoramento contínuo sobre a cadeia de comercialização de alimentos na região norte, visando garantir o cumprimento das normas sanitárias vigentes.

As autoridades ressaltam que a ausência de rótulos e selos de inspeção em produtos como vinhos e embutidos representa um risco direto à saúde pública.

Os proprietários dos estabelecimentos fiscalizados poderão responder a processos administrativos e criminais conforme a gravidade das irregularidades constatadas em cada local.

Clique aqui e faça parte do grupo de notícias no WhatsApp