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Jaboticaba garante decisão inédita no interior do RS para uso da polilaminina em paciente com tetraplegia

Liminar determina que laboratório protocole pedido na Anvisa com urgência; tratamento experimental pode trazer esperança em casos de lesão medular

Gilvan Vargas
Por: Gilvan Vargas Fonte: Portal GV
16/04/2026 às 21h45 Atualizada em 16/04/2026 às 21h58
Jaboticaba garante decisão inédita no interior do RS para uso da polilaminina em paciente com tetraplegia
Jair Rodrigues Vargas / Arquivo Pessoal / Reprodução

O município de Jaboticaba protagoniza um caso inédito no interior do Estado do Rio Grande do Sul com a concessão de uma decisão liminar que autoriza o encaminhamento para uso da polilaminina, uma substância ainda em estudo, no tratamento de um paciente com lesão medular.

O beneficiado é o morador Jair Rodrigues Vargas, que sofreu um grave acidente de trânsito e teve como consequência uma lesão na medula espinhal, evoluindo para um quadro de tetraplegia. Diante da gravidade do caso e da necessidade de intervenção rápida, foi buscada alternativa terapêutica com potencial de recuperação neurológica.

A articulação para viabilizar o processo contou com a atuação de Bruna Locatelli Camara, proprietária da Clínica Flor e Ser e vice-dama do município, em conjunto com a equipe jurídica da Ribeiro e Lorini Advocacia, responsável pela ação judicial.

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A decisão determina que o laboratório responsável pela substância protocole, no prazo de até dois dias, o pedido de uso compassivo junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, a Anvisa deverá analisar o pedido em caráter prioritário, com prazo de até cinco dias, considerando que a eficácia do tratamento está diretamente relacionada à fase aguda do trauma.

A polilaminina é um medicamento experimental desenvolvido no Brasil, voltado à regeneração de lesões na medula espinhal. Derivada da laminina, a substância atua como uma espécie de “ponte” ou “andaime” biológico, auxiliando na reconexão dos neurônios. Sua ação favorece o crescimento de axônios e contribui para evitar a formação de cicatrizes fibrosas no local da lesão. A aplicação é feita por meio de injeção diretamente na área afetada.

Por se tratar de um tratamento de alta complexidade e ainda em fase experimental, o acesso depende de autorização regulatória e, em muitos casos, de decisão judicial.

Para o paciente, a decisão representa um novo horizonte.

“Somente gratidão a todos, rumo aos meus passos de volta”, declarou Jair Vargas.

O caso é considerado um marco regional, sendo o primeiro no interior do Rio Grande do Sul a garantir, por via judicial, o encaminhamento para uso da polilaminina, reforçando o debate sobre acesso à saúde e tratamentos inovadores em situações de urgência.


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