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Operação fiscaliza denúncias de trabalho escravo em Tenente Portela, Panambi, Palmitinho e Três Passos

Operação conjunta entre MTE, MPT e Polícia Federal investiga denúncias de exploração laboral e tráfico de pessoas

Redação GV
Por: Redação GV
09/03/2026 às 15h01 Atualizada em 09/03/2026 às 15h06
Operação fiscaliza denúncias de trabalho escravo em Tenente Portela, Panambi, Palmitinho e Três Passos

Uma operação de fiscalização coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) foi realizada entre os dias 2 e 5 de março para enfrentar o trabalho análogo à escravidão e o tráfico de pessoas no Rio Grande do Sul. A ação contou com a participação estratégica do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Federal (PF), com apoio pontual da Vigilância Sanitária Estadual.

As inspeções ocorreram em diferentes setores econômicos nos municípios de Panambi, Palmitinho, Tenente Portela e Três Passos, mobilizando procuradoras da Coordenadoria Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete).

Em Panambi, a força-tarefa cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em um estabelecimento destinado à recuperação de dependentes químicos e em uma comunidade religiosa. Os mandados foram expedidos pela Justiça do Trabalho local após ação cautelar ajuizada pelo MPT.

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Paralelamente, em Palmitinho, a equipe inspecionou uma propriedade rural voltada à pecuária, gerando encaminhamentos de assistência social junto aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) da cidade e de Vista Alegre.

A operação também estendeu suas investigações ao município de Tenente Portela, onde o foco foi a apuração de possível tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual. Já em Três Passos, a fiscalização concentrou-se na atividade de avicultura em um estabelecimento rural da região.

Apesar da amplitude das inspeções, as autoridades informaram que não restou caracterizada a submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão ou a ocorrência de tráfico de pessoas para exploração laboral no decorrer das diligências.

Entretanto, as instituições envolvidas confirmaram a identificação de diversas irregularidades trabalhistas nos locais visitados. Tais falhas serão objeto de medidas administrativas e judiciais cabíveis, processadas no âmbito de competência de cada órgão integrante da força-tarefa.

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