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Defesa Civil classifica fenômeno que atingiu Palmeira das Missões como linha de instabilidade

Análise da ocorrência climática foi divulgada neste sábado (21). Apesar da força, tempestade não teve evidências de tornado ou microexplosão

Redação GV
Por: Redação GV
21/02/2026 às 14h58 Atualizada em 21/02/2026 às 15h02
Defesa Civil classifica fenômeno que atingiu Palmeira das Missões como linha de instabilidade
Jean Pimentel / Grupo RBS

A Defesa Civil estadual concluiu que o fenômeno climático que atingiu Palmeira das Missões, no norte do RS, foi uma linha de instabilidade. A conclusão da análise foi divulgada na tarde deste sábado (21). 

A tempestade intensa ocorrida na quinta-feira (19) danificou 550 residências, sendo que parte delas foram destelhadas, além de registro de queda de árvores e interrupção no abastecimento de água e energia elétrica.

Segundo o Centro de Monitoramento, os danos na cidade foram associados aos ventos pela linha de instabilidade, mas "sem evidências de tornado ou microexplosão".

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Na tarde em que ocorreu o vendaval, a Defesa Civil estadual emitiu alertas laranjas para a região. Conforme o órgão, a cidade teve rajadas de vento de 65,5 km/h, ao contrário do que havia sido divulgado anteriormente, de ventos superiores a 100km/h.

A Defesa Civil presta apoio ao município por meio das equipes da 7ª Coordenadoria Regional, com o envio de materiais como telhas e lonas para suporte à população afetada.

Na noite de sexta-feira (20), o prefeito Evandro Luis Massing assinou o decreto que declara situação de emergência em todo o território municipal.

Com a publicação do documento, a prefeitura autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais para atuarem sob a coordenação da Defesa Civil em ações de resposta e reconstrução. O decreto também permite a convocação de voluntários e a realização de campanhas de arrecadação de recursos.

Além disso, o documento permite a dispensa do processo de licitação para a compra de bens e contratação de serviços necessários ao atendimento da emergência. Esta medida vale para obras que possam ser concluídas no prazo máximo de um ano. O decreto tem validade total de 180 dias.

Mais de 2 mil famílias afetadas

Ventos fortes e chuva intensa chegaram no município por volta das 18h de quinta-feira (19). Segundo dados da prefeitura e da Defesa Civil, 2,2 mil famílias foram atingidas, 40 pessoas ficaram desalojadas e 550 casas tiveram danos reportados.

Em razão dos estragos, as aulas estão suspensas por tempo indeterminado em todas as instituições do município. Na parte da infraestrutura, a luz foi restabelecida para quase todos os clientes e o abastecimento de água foi normalizado neste sábado.

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