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Morto em ação policial, Marcos Nörnberg investia na lavoura e havia retornado a Pelotas para cuidar da família

Aos 48 anos, feirante e agricultor ampliava a produção de morangos, apostava em tecnologia e planejava permanecer no campo no sul do Estado

Redação GV
Por: Redação GV Fonte: GZH
15/01/2026 às 19h42
Morto em ação policial, Marcos Nörnberg investia na lavoura e havia retornado a Pelotas para cuidar da família
Divulgação / Arquivo pessoal

Morto em ação da Brigada Militar no interior de Pelotas nesta quinta-feira (15), Marcos Nörnberg, de 48 anos, era produtor rural, feirante e pai de família, conhecido pela dedicação ao trabalho no campo e pelo vínculo estreito com os familiares na zona rural de Pelotas. Há mais de 20 anos, os Nörnberg mantinham a produção agrícola na região, inicialmente conduzida pelo pai de Marcos, Osvaldo que cultivava morangos de forma tradicional, direto no solo.

Nos últimos anos, Marcos Nörnberg assumiu protagonismo no negócio da família. Após deixar Caxias do Sul, onde havia construído a vida profissional ao lado da esposa Raquel, decidiu retornar a Pelotas para dar apoio aos pais, especialmente ao pai, que enfrentava um câncer e precisou passar por uma amputação durante a pandemia. A mudança marcou uma virada de vida.

"A gente pegou tudo o que construiu em 20 anos em Caxias e investiu aqui. A ideia era ter mais paz, tranquilidade, ficar perto da família e cuidar deles".

RAQUEL NÖRNBERG - Esposa de Marcos

Já instalado novamente no sul do Estado, Marcos Nörnberg passou a investir na modernização da lavoura, implantando estufas, apostando em tecnologia e ampliando a produção de morangos. Ele chegou a ser premiado nas últimas safras pela qualidade do produto cultivado na propriedade. 

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Arquivo pessoal/Reprodução 

O projeto seguia em expansão: recentemente, a família havia adquirido um trator e Marcos construía uma nova estufa, com planos de crescimento do negócio, que sustentava diferentes núcleos familiares.

O trabalho na propriedade era essencialmente familiar. Marcos atuava no dia a dia da lavoura, com o apoio do pai, da irmã e dos enteados, que também participavam das feiras. A enteada Fernanda Mota, de 27 anos, havia retornado recentemente de um intercâmbio no Canadá e estava em processo de fixar residência definitiva em Pelotas. 

Para além da rotina no campo, Marcos Nörnberg era descrito como um pai presenteamigo e figura de confiança. O enteado Rodrigo Mota, tratado por Marcos como filho, destacou o vínculo afetivo.

— Mais do que pai, ele era um baita amigo. Uma pessoa grandiosa, alguém em quem eu sabia que podia confiar — afirmou.

Arquivo pessoal 

Segundo a família, Marcos vivia um momento de estabilidade e investimento, com planos de permanecer em Pelotas a longo prazo. O retorno à cidade representava não apenas um projeto profissional, mas também um reencontro com as raízes e a busca por qualidade de vida para a família.

O velório de Marcos Nörnberg ocorre desde a tarde desta quinta-feira (15) no Cemitério São Francisco de Paula, em Pelotas. O sepultamento está marcado para a manhã desta sexta-feira (16).

A família entregou à Polícia Civil as imagens das câmeras de segurança da propriedade rural, composta por duas residênciasdois galpões e a estufa onde ocorre a produção de morangos. O material deve auxiliar na apuração das circunstâncias da morte do produtor rural durante a ação policial.

Marcos Nornberg deixa a esposa, dois enteados, além do pai. A morte interrompeu de forma abrupta uma trajetória marcada por dedicação à família e trabalho no campo no sul do Estado.

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