
Um vídeo, divulgado pela Ecovias Sul, mostra o momento em que uma carreta e um caminhão colidem na BR-116, em Pelotas. O acidente aconteceu por volta das 11h30min desta sexta-feira (2) e deixou 11 mortos e 12 feridos.
O km 491 da rodovia ficou 11 horas bloqueada para resgate e atendimento das vítimas, além do trabalho da perícia e remoção dos veículos.
A identificação das vítimas ainda não foi divulgada por órgãos oficiais. No entanto, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários de Pelotas e Região confirmou as mortes do motorista do ônibus, Luiz Anselmo da Silva, de 57 anos, e do cobrador Carlos Blank, de 34 anos, que morreram no local. Os outros nove óbitos são de passageiros do coletivo.
A carreta envolvida no acidente transportava areia, cuja carga invadiu o interior do ônibus após a colisão, soterrando algumas das vítimas que estavam nas poltronas da parte frontal do veículo.
Os 12 feridos foram encaminhados ao Hospital de Pronto Socorro Regional de Pelotas e apresentam diferentes níveis de gravidade. Entre eles está o motorista da carreta, que, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), sofreu ferimentos leves e teve resultado negativo no teste do etilômetro.
Das 27 pessoas que estavam no ônibus, apenas cinco conseguiram sair ilesas. Um dos sobreviventes, Lázaro Tessmann, relatou que conseguiu escapar quebrando uma das janelas do veículo.
Conforme apurado pela reportagem, o acidente aconteceu após um caminhão ter uma parada por satélite, bloqueando uma das pistas. Por conta disso, o fluxo passou a ser controlado pela concessionária no sistema "pare e siga".
Na sequência, a carreta envolvida no acidente trafegava no sentido Interior–Capital e, ao se deparar com a fila de veículos parados, desviou, invadiu a pista contrária e colidiu frontalmente com o ônibus, que seguia no sentido Capital–Interior. Com o impacto, a carga de areia caiu sobre o coletivo, atingindo os passageiros.
O acidente ocorreu em um trecho duplicado, que vinha operando em pista simples há alguns meses devido às obras na ponte do arroio Corrientes. No momento da colisão, o local estava devidamente sinalizado, segundo a Ecovias Sul, que administra o trecho.