Cooperativas Intercooperação
Cotrijal, Cotripal e Cotrisal formalizam intercooperação em projeto de biodiesel
O anúncio ocorreu durante evento realizado em Cruz Alta (RS), município que sediará o empreendimento.
28/05/2025 17h25 Atualizada há 1 ano
Por: Gilvan Vargas
A cerimônia de lançamento contou com a presença do governador do Estado, Eduardo Leite.

As cooperativas agropecuárias Cotrijal (Não-Me-Toque), Cotripal (Panambi) e Cotrisal (Sarandi) anunciaram oficialmente, nesta quarta-feira (28), a construção de uma nova indústria para processamento de soja e produção de biodiesel. O anúncio ocorreu durante evento realizado em Cruz Alta (RS), município que sediará o empreendimento.

A iniciativa representa um marco para as três cooperativas e para o agronegócio do Rio Grande do Sul e do Brasil. Com investimento estimado em R$ 1,25 bilhão, o projeto prevê a criação da central Soli3, resultado da intercooperação entre as entidades.

A cerimônia de lançamento ocorreu no Clube Arranca e contou com a presença do governador do Estado, Eduardo Leite, além de autoridades locais, estaduais e representantes do setor cooperativista.


Capacidade e estrutura

A planta industrial terá capacidade para processar 3 mil toneladas de soja por dia (equivalente a 50 mil sacas), o que representa cerca de 1 milhão de toneladas por ano. A produção incluirá óleo degomado, biodiesel, glicerina, farelo de soja e casca peletizada, abastecendo o mercado interno e de exportação.

Localizada na zona rural de Cruz Alta, às margens da rodovia Luciano Furlan, a área do complexo terá 138 hectares, com 62 mil metros quadrados de área construída. A previsão é de que as obras comecem em janeiro de 2026, com operação iniciando em 2028. A capacidade de armazenagem será de 160 mil toneladas de grãos, além da infraestrutura existente nas três cooperativas envolvidas.


Impacto econômico e social

O projeto prevê a geração de cerca de mil empregos diretos na fase de construção, além de 150 postos de trabalho diretos e cerca de 500 empregos indiretos durante a operação da indústria. O faturamento anual estimado é de R$ 2,2 bilhões.

Segundo as cooperativas, a localização de Cruz Alta foi escolhida por sua posição estratégica, próxima de ferrovias e canais portuários, o que facilita a logística de escoamento e recebimento da produção.


Depoimentos

O governador Eduardo Leite ressaltou, durante seu pronunciamento, que projetos como este são fundamentais para que o Rio Grande do Sul deixe de ser apenas exportador de matéria-prima e passe a gerar riqueza internamente. “Essa é uma oportunidade de transformar a nossa produção agrícola em valor agregado, emprego e desenvolvimento sustentável. O Estado é parceiro, oferecendo programas de incentivo à produção de biocombustíveis”, afirmou.

“A intercooperação é tanto uma realidade quanto uma necessidade. Com a união de três cooperativas, podemos aumentar significativamente nosso volume de produção e negociar melhores preços”, destacou Nei César Manica, presidente da Cotrijal.

“Estamos vivendo um momento histórico, em que a união com outras grandes cooperativas do RS nos permite agregar valor ao que é do nosso associado”, afirmou Germano Döwich, presidente da Cotripal.

Para Walter Vontobel, presidente da Cotrisal, “a parceria entre as cooperativas fortalece o setor e impulsiona o desenvolvimento sustentável”.

“A Soli3 muda definitivamente a história e o futuro de Cruz Alta”, disse a prefeita Paula Rubin Facco Librelotto, ressaltando a infraestrutura local e o potencial logístico como fatores decisivos para a instalação da indústria.


Sobre a Soli3

A central Soli3 será presidida, rotativamente, pelos líderes das três cooperativas:


Destaques do projeto


Produtos gerados diariamente


Sobre as cooperativas

Cotrijal, Cotripal e Cotrisal atuam em mais de 100 municípios, com cerca de 35 mil associados e uma capacidade total de 2,8 milhões de toneladas de armazenamento de grãos (mais de 46 milhões de sacas).


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