
O governador Eduardo Leite reuniu-se com secretários no Palácio Piratini nesta semana para discutir o reforço nas medidas de enfrentamento à violência contra a mulher no Rio Grande do Sul. Ele anunciou que, nos próximos dias, novas ações serão encaminhadas, envolvendo diferentes pastas além da Segurança Pública.
Leite expressou profunda indignação e tristeza diante dos dez feminicídios registrados recentemente no estado. Ele destacou que o Rio Grande do Sul já conta com diversas iniciativas para combater esse tipo de crime, como:
O programa de Monitoramento do Agressor;
A ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs);
Ações de incentivo ao empreendedorismo feminino, promovendo a autonomia financeira das mulheres.
“São muitas as ações implementadas ao longo dos últimos anos, inclusive para reforçar a autonomia financeira das mulheres, de maneira que elas possam se libertar de relacionamentos com homens violentos. Mas entendemos que precisamos avançar ainda mais, observando cada elo na jornada de uma mulher vítima de violência no RS”, afirmou o governador.
Além de intensificar o estímulo às denúncias, o Estado buscará novas formas de identificar situações de violência doméstica que muitas vezes são silenciadas por fatores culturais, dificuldades ou receios das mulheres em denunciar.
“Além de garantir punição severa aos agressores, é preciso incentivar que as mulheres que estão passando por isso denunciem. E se elas não denunciarem, precisamos encontrar outras formas de saber o que está acontecendo, por meio de canais possíveis do Estado, e oferecer todas as condições necessárias para que elas saiam dessa situação. Não vamos descansar enquanto não tivermos um ambiente mais seguro para as mulheres no Rio Grande do Sul”, enfatizou Leite.
Estrutura atual de apoio no RS:
24 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs);
86 Salas das Margaridas – espaços reservados em delegacias para acolhimento das vítimas, oferecendo assistência policial em ambiente protegido;
Patrulha Maria da Penha – presente em 114 municípios, com agentes da Brigada Militar treinados para acompanhar e proteger mulheres que possuem Medida Protetiva de Urgência (MPU).